3 August 2010 0 Comments

Primeiro emprego

Olá caro leitor, como vai?

É com o mesmo sentimento de um pai que leva seu filho para o primeiro dia de escola que começo o post de hoje. É um sentimento que pode ser sintetizado em um misto de despedida e orgulho. Despedida pois este será o último post na competição “Desafio do conhecimento”, e orgulho pois, posso ver como uma ideia despretensiosa de alguns amigos se converteu em algo tão produtivo e interessante que é o nosso blog. Amigo leitor, peço atenção agora aos mais jovens, pois o assunto desta semana será o primeiro emprego, que é sem dúvida o sonho de muitos.

Hoje em dia, cada vez mais jovens procuram iniciar uma carreira profissional cedo, e o motivo disso é principalmente independência financeira, ou uma experiência na carreira que deseja seguir. Mas como em todas as idades, o fardo de começar um trabalho torna-se algo maior para um jovem que tenha que conciliar seu trabalho com seus horários de estudos, do que para alguém que saiu da faculdade agora e precisa de um emprego para exercer o curso feito.
Mas engana-se quem acha, que com diploma na mão, o primeiro emprego é garantido, pois com a sociedade cresce também a procura por um emprego deixando cada vaga mais concorrida. E que muitas vezes pode ser ocupada por alguém que ja tenha feito um estágio, ou que ja tenha um curriculo maior.
O infográfico acima não se trata de uma via de regra, porém se for analisado podemos ver de forma simplificada como ser bem sucedido em sua escolha profissional. Porém as respostas para cada pergunta devem ser muito bem pensadas para que não haja arrependimento e você tenha que voltar atrás e desperdiçar um tempo precioso.
Uma ótima dica, para quem quer começar a trabalhar pra ter mais experiência – e um currículo melhor – é começar com tarefas simples. Assim você consegue a experiência necessária pra tentar algo mais complexo, além de ajudar na hora de uma entrevista. Principalmente quem nunca fez uma entrevista de emprego, fica inseguro e nervoso na hora de se apresentar em uma vaga, mas saibam que isso é natural, porque tem sempre uma primeira vez. E embora isso, você ja fica mais tranquilo na segunda, terceira, …
O candidato a uma entrevista de emprego deve ser um bom vendedor da imagem própria, e convencer seu empregador de que ele é a melhor opção. Convicção na fala, estar bem apresentado, mostrar disposição e vontade de trabalhar são sempre pontos importantes a serem observados.
Vejamos agora com o consultor Max Gehringer algumas dicas sobre como decidir sua futura carreira. Confira!
Outro aspecto importante durante a entrevista para o primeiro emprego seria o currículo. Um currículo bem apresentado e interessante é peça chave para a admissão em qualquer empresa.
Veja agora mais um vídeo de Max Gehringer onde ele dá importantes dicas para formar um bom currículo.
Por vezes aspectos pessoais do candidato são levados em conta. No caso da pesquisa acima pode-se verificar que cada vez mais os empregadores estão preterindo candidatas com filhos pequenos em virtude de que elas vão ter que dispor mais do seu tempo para cuidar das crianças.
As dicas já foram dadas, agora é com você – candidato ao primeiro emprego – arrasar com a concorrência, dando o seu máximo, apresentando um bom currículo e mantendo-se sempre atualizado.
Caro leitor,
nós da equipe do blog E Agora José? estamos muito felizes por termos participado dessa competição amigável que foi o Desafio do Conhecimento, e podemos dizer – com todas as letras – que independente do resultado, somos todos vencedores, e que o maior prêmio sem dúvida foram as descobertas e todas as informações que adquirimos com essa experiência fantástica. Queremos agradecer a você leitor – que nos apoiou e criticou através dos comentários – e ao pessoal da It’s que nos fez buscar informações que só nos beneficiaram, pois o que aprendemos durante a construção do blog são realidades que enfrentaremos quando adentramos o universo do mercado de trabalho.
A todos vocês fica o nosso OBRIGADO!!!
27 July 2010 0 Comments

Cursos Saturados

Olá galera. Para iniciarmos a discussão, vamos dar uma olhada nesta citação:

E assim iniciamos a discussão sobre mercado saturado.

Como um mercado saturado lhe prejudica, ou seja, existe problema para solucionar?

Se o curso que você resolveu fazer está com o mercado saturado, você corre o risco de se formar e não conseguir um emprego dentro da área, por falta de vagas e excesso de profissionais. Também pode acontecer de você ir para o mercado e acabar com um salário que não valorize seu talento e esforço, pela grande concorrência existente.

E então, o que fazer quando o mercado está saturado?

Você tem então uma escolha a fazer, dentro de algumas alternativas como:

* Abandonar o curso, e procurar outro que lhe garante mercado;

** Seguir em frente, e lutar por uma vaga, tentando então alternativas que façam você se destacar na hora de disputar um emprego;

*** Apelar pela mobilidade, se possível, tentando atuar em um outro mercado, num lugar em que o setor lhe ofereça vagas.



* Seria uma mudança complicada de se fazer, você precisa ter uma certeza de que não será beneficiado ao persistir no curso, para então mudar a área que até então serviria de base para o seu futuro.

** Para seguir em frente, você pode buscar um destaque através de:

- estágios, já que experiência conta muito na hora de avaliar um currículo;

- tendo uma boa rede de contados (networking, em inglês), o que não se constrói de uma hora para a outra. A rede de contatos deve ser um relacionamento profissional onde você conhece pessoas sociáveis, e que então poderão lhe indicar a um cargo, que é um outro ponto forte – quando você é recomendado por uma pessoa de confiança para seu futuro patrão –;

- cursos extras que ajudem na hora de atuar profissionalmente.

*** Se você tiver condições, pode buscar atingir outros mercados, e então isso se torna uma vantagem, já que será um profissional procurado pelo mercado.

Até logo, tenham uma boa semana!


20 July 2010 0 Comments

Indústria. Vagas sobrando.

E aí galera, tudo certo? Então, dando continuidade ao cronograma de temas, essa semana discute-se o mercado da indústria, que normalmente tem vagas sobrando.

Acho que ninguém sonha* com um emprego de operário dentro de uma indústria. Motivos: é um trabalho que tem fama primitiva de explorar o empregado, além de não oferecer segurança de vaga, de saúde, já que apresenta riscos, e exige força de trabalho. É um trabalho que se fosse para ter uma classificação, seria trabalho pesado.

Atualmente muitas indústrias tentam oferecer vantagens aos operários, para conseguirem empregados. Mas é inevi-tável a fragilidade que existe no setor da indústria. Comprovamos:

São argumentos que nos levam a concluir: a indústria não garante emprego. Uma crise que afeta o mercado leva ao desemprego de muitos operários da indústria. Há uma diminuição na produção, como conseqüência da diminuição das vendas.

Seria muito mais fácil se todos nós pudéssemos atingir o emprego seguro, de boa remuneração, e que oferece várias vantagens. Acontece que alguém tem que ir para o trabalho pesado. E então ficam os que não conseguiram uma boa faculdade, não conseguiram um bom emprego. Apelam para o que mesmo não sendo o melhor, é o que está ao seu alcance.

Aí você se sente pressionado a conseguir uma vaga na universidade, e conseguir um diploma no curso que deseja. Todos queremos o melhor futuro. E por isso sobram vagas nas indústrias. Ninguém quer se submeter a um emprego que, vai por água a baixo quando se instala uma crise no país.

Agora, é válido lembrar que esse setor da indústria que tem sobra de emprego são os operários que trabalham com a máquina. Com certeza podemos encontrar empregados ocupando os cargos administrativos das indústrias e fábricas do país. São cargos mais bem remunerados, e que oferecem melhores condições ao empregado, já que exigem melhor qualificação.

*Nota extra: QUAL O EMPREGO DOS SEUS SONHOS?

Para descontrair: http://www.youtube.com/watch?v=TPbuKa81_BI

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Para finalizar:   “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.” (Aristóteles)

Até a próxima semana, e continuem ligados no futuro que lhes espera! Abraços.

14 July 2010 0 Comments

Diversidade de cursos X Diversidade de Instituições

Salve, salve! Estamos aqui com mais um post para compartilhar com vocês a experiência proposta pelo desafio do conhecimento, que vamos tendo juntos. O tema proposto essa semana foi sobre a diversidade de cursos e instituições que encontramos ao ir procurar uma profissionalização.

A diversidade de cursos e de universidades tem origem no número de alunos que buscam a formação. E não só por isso, são influenciados pela situação do mercado de trabalho, a área que possui maior número de vagas – ou que pode vir a possuir – e o salário oferecido pelo emprego. Assim, a busca pelo curso faz com que as instituições se interessem em oferecê-lo.

O que temos hoje são cursos que de alguma forma vão abrir oportunidades de emprego para os formandos. E quanto à satisfação dos alunos, tem uma parcela que está em busca de outro curso, que não é disponibilizado, ou é somente em instituições particulares, o que pode ser um obstáculo. Essa parcela são os alunos que, ao crescerem em números, vão, juntamente com um novo mercado, abrir novos cursos. O número de cursos oferecidos varia então de acordo com a necessidade que se cria dentro do espaço que a instituição atende.

O aluno que busca a profissionalização querendo realizar o curso, deve então escolher a instituição, e então aquela que tiver maior diversidade vai atender a mais alunos. E, dependendo do curso que o aluno busca, pode acontecer de não conseguir uma universidade que tenho a curso desejado. Além disso, a diversidade oferecida por alguma instituição não tão acessível ao aluno, às vezes faz com que haja o deslocamento do mesmo, para que se profissionalize na área desejada.

O Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade) está programando uma avaliação dos cursos superiores de tecnologia do Brasil, que será possível com um catálogo de cursos, que busca orientar os estudantes. Atualmente, temos no Brasil mais de 3,5 mil cursos superiores de tecnologia. E nesse número existem mais de mil denominações diferentes. O Enade propõe uma reorganização desses cursos, visando auxiliar o aluno na hora de escolher o curso.

Os cursos superiores no Brasil têm sofrido um crescimento a cada ano – 571% entre 2003 e 2006 – e como causa, o aumento do número de alunos.

Pontos positivos:

- Atrai alunos de fora, que não dispõe de acesso ao curso desejado;

- Maior oportunidade de escolha ao aluno, que procura o melhor corpo discente;

Pontos negativos:

- Exige uma estrutura, não somente da instituição, como da cidade como um todo, que vai abrigar um maior número de alunos;

- Necessita de um controle no número de alunos que vão se profissionalizar, cuidando com a possibilidade de formar uma massa de desempregados.

Esperamos ter ajudado você leitor a ter pensado um pouco sobre a gama de cursos existentes e as possibilidades de instituições.

Não esqueçam de comentar!

Nossas fontes: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6227&catid=209

http://www.hiltonmoreno.com.br/noticias-sobre-ead/112-cresce-o-numero-de-curso-superior-a-distancia.html

7 July 2010 1 Comment

Qual a importância de um curso superior?

Saudações! Estamos no terceiro post do desafio do conhecimento, trazendo para o leitor informações selecionadas com a melhor intenção, procurando publicar aqui as respostas para algumas dúvidas ainda pertinentes. E então… Indo ao assunto, foi proposto para nós questionar a importância de um curso superior.

Caros leitores, essa questão seria facilmente respondida pela grande maioria. Pois todos pensam “farei faculdade e terei meu futuro garantido”, não retirando o mérito dos cursos superiores… Mas ai está um dos maiores enganos, principalmente dos futuros calouros, já que eles servem como ferramenta para ‘abrir as portas, as janelas e os porões da mente para a entrada da luz do conhecimento’. A Faculdade não tem o papel de “ensinar a ganhar dinheiro”, mas sim de ensinar a pensar, sobre a sociedade, sobre o homem, e até pensar sobre si mesmo.  O que é um enorme passo na carreira, não é mesmo? O que todos almejam faculdade e diploma, porém, devemos ressaltar que a teoria e a prática são completamente diferentes. O mercado exige sim conteúdo, pessoas que sabem o que fazem. Mas se não for comunicativo, ágil e habilidoso, já deixa a desejar. Muitos problemas serão apresentados se o empregado, mesmo não sabendo como, não tiver iniciativa de resolvê-lo, será uma carta fora do baralho.







“Não é o dinheiro que vai lhe trazer conhecimento, é o conhecimento que vai lhe trazer dinheiro” (Alexandre Kober)



“No mundo atual, a universidade deve atender à demanda por mudanças solicitadas por um meio ambiente cada vez mais agressivo, devendo buscar sob controle as resistências à sua implantação. A lógica deste modelo é que a universidade deve responder a diversas necessidades que lhe são externas, tornando-se cada vez mais, uma organização multifuncional, indispensável e utilitária. Essa nova visão deve ter uma forte ênfase na adequação dos interesses regionais, de forma a apoiar o crescimento de todo ecossistema. Nesse contexto, o jovem que deseja qualificar-se profissionalmente tem dificuldades, pois a estrutura da formação em um nível superior é rígida. Este jovem necessita de uma instituição que ofereça formação compatível com a nova configuração do mercado de trabalho. Existe uma certa correlação, embora não facilmente demonstrável, entre escolaridade, qualificação e emprego. O fato é que não se pode negar que em um mundo submetido a rápidas mudanças tecnológicas, o emprego depende em grande parte do acesso fácil por parte dos trabalhadores às inovações tecnológicas e às novas habilidades exigidas pelo mercado”.

(Jaguaraci Batista Silva)

E comentando essa citação,  observamos então que a adaptação ao mercado não vem somente do futuro empregado em procurar cursos técnicos, ou outras atividades, mas também das instituições em perceber a ênfase que deve dar ao ensino teórico e ao ensino prático, visando o sucesso e o aprendizado por parte dos alunos.


Carpe diem,

Até mais!

30 June 2010 1 Comment

Curso técnico é garantia?

Olá amigos leitores, estão gostando do blog?

Espero que sim, pois estamos trabalhando bastante para levar para vocês muita informação de um jeito bastante descontraído.

Essa semana o pessoal do Desafio do Conhecimento (http://www.desafiodoconhecimento.com.br/) lançou-nos um desafio bem interessante: “Curso Técnico: emprego garantido”.

E será em cima desta proposta que começa o nosso post, sem mais delongas… mãos a obra!

O dilema da experiência…

Como já falamos por aqui, o empregador está sempre em busca de funcionários capacitados e experientes. Porém, como um jovem – que acabou de sair do colégio – poderá oferecer experiência em tão pouco tempo?

A resposta pode estar nos cursos técnicos, que além de serem mais curtos do que os cursos universitários também colocam o aluno em contato com a parte prática desde o início, possibilitando uma troca de experiências muito mais intensa e dinâmica.

“Custo benefício”

Este é o centro da questão, uma vez que o jovem deverá decidir entre um curso universitário e um curso técnico. Cada um tem os seus prós e contras, que devem ser bem analisados para as preferências de cada um.

Fatores como: TEMPO, REMUNERAÇÃO DESEJADA e ÁREA DE ATUAÇÃO – são fundamentais para a escolha do tipo de curso que o jovem almeja.

TEMPO:

O fator TEMPO é crucial na escolha do tipo de curso a se escolher, já que uma faculdade demanda em média 4 anos de estudo, já um curso técnico vária bastante, de 18 a 24 meses de duração.

REMUNERAÇÃO DESEJADA:

Todos querem ganhar bem, disso não há dúvida. Mas muita gente precisa com mais urgência de um trabalho, o que faz com que muitos optem pelo curso técnico em virtude da velocidade que a pessoa vai ser inserida no mercado de trabalho. As faculdades por sua vez são mais demoradas, e a sua remuneração igualmente proporcional. “Quanto mais se esforçar, maior será a sua recompensa.”

ÁREA DE ATUAÇÃO:

Os cursos técnicos estão muito focados em desenvolver futuros profissionais muito capacitados na sua  área de atuação. Em contrapartida as faculdades tendem a projetar no mercado pessoas mais adaptáveis e até capazes de agir em diferentes cenários. O ideal sem dúvida seria poder conciliar os dois cursos, afim de unir prática com teoria.

A palavra de quem já fez:

Peço a licença dos mais novos, pois agora é a vez dos “não tão novos” contribuírem com sua valiosa EXPERIÊNCIA:

Entrevistada: Luciane Hüntemann Garcia

Idade: 40 anos

Data de Nascimento: 04/03/1970

Fez curso técnico na área de Contabilidade.

Não se empregou na área, já que trabalhou, e continua trabalhando, como despachante documentalista.

- “Na época em que estudava, após o ensino fundamental, ou se fazia magistério – para dar aula –, ou um curso técnico. Tem os dois lados da questão, porque quando nos formávamos, não estávamos preparados para fazer vestibular. Então se fazia o curso técnico, ficava empregado na área, e enquanto isso fazia o cursinho para conseguir passar no vestibular. Somente com o curso técnico o pessoal fazia e não passava. Nisso eu perdi 2 anos, enquanto fazia o cursinho para o vestibular. O que aprendia no curso técnico não era o suficiente para entrar numa faculdade. No que eu fiz – de Contabilidade – se tinha pouco assunto de redação, português, somente o básico.”

Como foi dito pela dona Luciane os tempos eram outros e o curso técnico era uma opção mais visada em um mercado com pouca concorrência.

Afinal, curso técnico é emprego garantido?

Em primeiro lugar a garantia de um emprego depende muito mais da pessoa do que de seus títulos, competência é algo que não se pode pendurar em uma parede. Então o curso técnico é uma boa opção, assim como a faculdade. Porém cabe a cada pessoa analisar qual curso irá suprir as suas necessidades, e qual formação vai dar o diferencial profissional para o futuro trabalhador.

Caro amigo leitor…

… e ai, já se decidiu? Vai de curso técnico, faculdade ou os dois? Dúvida difícil né? Mas esperamos ter ajudado você a resolver esse “probleminha”, mas se ficou alguma dúvida ainda aqui vão sugestões:

http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/tecnico-ou-faculdade-424286.shtml

www.universia.com.br/noticia/materia_clipping.jsp?not=25578

www.senai.br

Esperamos que vocês tenham gostado, voltem sempre e não se esqueçam de comentar!


23 June 2010 11 Comments

O mercado de trabalho para os jovens trabalhadores

Olá caros leitores, é com grande prazer que declaramos o começo das atividades aqui no “E Agora José?”.

Após um pequeno hiato, recebemos da galera da Its um desafio que vai testar o nosso conhecimento.

Sendo assim, semanalmente, trataremos de um tema proposto no site: http://www.desafiodoconhecimento.com.br/ .

Contamos com a colaboração e participação de todos, e sem mais delongas vamos ao tema dessa semana:

Como você enxerga o mercado de trabalho e as oportunidades de emprego?

Eu queria azul, mas meus pais disseram que amarelo é melhor…

Os jovens de hoje, que a cada dia estão mais próximos de entrar no mercado de trabalho, podem sentir-se pressionados e indecisos sobre uma das escolhas mais importantes das suas vidas: Qual carreira eu sigo?

Geralmente há influência dos pais sobre as escolhas dos filhos, o que pode gerar dúvidas e frustrações por parte da moçada, fazendo com que o jovem possa “escolher” uma carreira que seu pai considera mais importante, ou mais nobre.

Esse é sem dúvida um dos motivos para existirem atualmente tantos trabalhadores infelizes em suas ocupações, então por mais que nossos pais queiram o melhor para nós, a carreira a ser seguida é uma escolha individual que deve ser respeitada.

Agora que já escolhi minha carreira, qual o próximo passo?

Estamos no âmago da questão, depois de ter se preparado o quanto julga necessário, o jovem parte em busca do seu primeiro emprego. E aí o que teremos são os diferenciais de cada candidato a determinada vaga. Nesse aspecto, o mais esforçado se destaca, como esperado. E então o jovem começa a perceber que está sendo deixado de lado nas seleções e entrevistas, e não conseguindo boas qualificações nos concursos e isso vai desanimando. E por fim descobre que é mais um no meio de uma multidão em busca do emprego.

Mas como eu posso me destacar no meio dessa multidão?!

Realmente uma das maiores cobranças do empregador para o candidato é a EXPERIÊNCIA. Porém, porque cobrar do jovem que acabou de sair da faculdade, curso técnico, colégio… essa experiência toda?  Simples: o mercado está mais competitivo e o empregador quer os melhores trabalhando com ele, os mais capazes, os que falam mais idiomas…

Logo, cabe ao candidato se esforçar e buscar seus diferenciais e se capacitar não só com um diploma na parede, mas se “armar” com cursos e  nunca parar de progredir.

E nós do E agora José? conversamos com o professor de sociologia e geografia Julio Cezar Corrêa, que falou um pouco com a gente sobre mercado de trabalho, confira:

Diploma não é selo de garantia…

Todos os anos muitos jovens disputam vagas nas faculdades através dos mais diversos vestibulares do país, é o inicio de um sonho. A entrada no curso superior é o começo de uma jornada intelectual para a busca de uma formação profissional, os semestres passam, os acadêmicos apresentam seminários, realizam provas e pronto se transformam em profissionais com selo de garantia. Certo? ERRADO! – a formação continua é uma necessidade, cada profissional deve se atualizar a cada dia. Vivemos em um mundo globalizado onde as mudanças são repentinas e com uma velocidade jamais vista. O mercado de trabalho está cada vez mais exigindo profissionais que tenha criatividade e capacidade de resoluções dos mais diversos problemas. O mundo virtual invadiu o nosso cotidiano e de repente estávamos conectados a rede mundial, com diversos termos novos, tais como: site, blog e e-mail. O modismo dos sites de relacionamento, estão se transformando em uma ferramenta para o empregador na hora de contratar, que tal empregar na sua empresa, um jovem que participa de uma comunidade que diz: ODEIO MEU CHEFE, acompanhada de um foto de um individuo com cara de psicopata e uma faca de cozinha na mão. Quem sabe outra comunidade intitulada de: ODEIO A SEGUNDA FEIRA, com a imagem de um gato preguiçoso em uma cesta de dormir, ou um personagem com cara de ressaca, colocando café no açucareiro. Esse jovem não encontra prazer no trabalho? Não aceita ser subordinado? Serve para a sua empresa?

Quando participo de formaturas sei que entre os formandos existem aqueles que fizeram o curso, deixando passar os dias, as semanas e os semestres, cumprindo suas obrigações básicas, mas sei que entre eles haverão aqueles que além das aulas buscaram mais, foram atrás de estágios, participaram de monitorias, entraram em grupos de discussões e fizeram a diferença, que não estará estampada no diploma, mas irá se manifestar no momento em que esse jovem entrar no mercado de trabalho. Sei que existe um fantasma nos assombrado a cada dia. No mundo há 190 milhões de desempregados, é como se a nossa população inteira do Brasil  não tivesse trabalho. Em alguns países o desemprego se manifesta através dos mais diversos fatores: crise econômica, conflitos internos, questões políticas entre outras, é o que chamamos de desemprego conjuntural. Em outros países o desemprego é estrutural, ou seja, a estrutura do emprego mudou, com robótica a automação substitui a mão de obra e a necessidade de qualificação se tornou urgente.

Mas é sempre bom lembrar que muitos jovens ainda nos afazeres acadêmicos já são recrutados por grandes corporações principalmente multinacionais que “caçam” esses cérebros para fazer parte de sua equipe, por vezes oferecendo altos salários. Conheço casos de jovens que foram disputados entre duas ou três empresas. Jovens que com certeza estavam antenados nas mudanças e podem ser considerados os melhores no que fazem.

Em países como o nosso a informalidade é bastante expressiva, como se uma mão invisível, participasse da economia, trazendo prejuízos para o país e principalmente para o exército de mão de obra. Atualmente quase metade dos trabalhadores não têm carteira assinada, portanto além de não colaborar com os impostos que trazem melhoria para a infra estrutura, não possuem garantias nos seus direitos dos trabalhistas, tais como férias, descanso remunerados, licença de saúde entre outros.

Então jovens, vamos buscar nossa qualificação e fazer o diferencial na hora de entrar no tão temido mercado de trabalho, acreditar no potencial e estudar muito é uma dica que não falha nunca.

Abraço

Prof. Julio Cezar Corrêa

Geografia – Sociologia

Em seu raciocínio o prof. Julio deixa bastante claro através de sua experiência de que o trabalhador deve ser como “uma máquina em constante manutenção”, ou seja, em constante aperfeiçoamento e sempre almejando o topo.Terminando então o comentário, concluímos o quão importante é pensar antes das decisões que pretendemos tomar, tendo em vista como serão aproveitadas as oportunidades que virão.

Então moçada, espero que tenham gostado do nosso post e deixem seus comentários, eles são muito importantes para nós.
Comentem também se não tiverem gostado, pois sugestões são sempre bem vindas e nos fazem progredir cada vez mais.
Fiquem agora com esta célebre frase:
“Há dois tipos de pessoas que não interessam à uma boa empresa: as que não fazem o que se manda, e as que só fazem o que se manda.” (Henry Ford)
30 May 2010 4 Comments

E agora José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José ?

e agora, você ? [...]

(Carlos Drumond de Andrade)

 

São com estes brilhantes versos de Drumond que surge o blog homônimo: “E agora José?”.

Será neste espaço que estaremos conversando com vocês leitores sobre mercado de trabalho e tantas outras dúvidas que povoam a mente dos jovens.

Então sejam todos bem vindos e não se esqueçam de comentar!