Olá caros leitores, é com grande prazer que declaramos o começo das atividades aqui no “E Agora José?”.
Após um pequeno hiato, recebemos da galera da Its um desafio que vai testar o nosso conhecimento.
Sendo assim, semanalmente, trataremos de um tema proposto no site: http://www.desafiodoconhecimento.com.br/ .
Contamos com a colaboração e participação de todos, e sem mais delongas vamos ao tema dessa semana:
Como você enxerga o mercado de trabalho e as oportunidades de emprego?
Eu queria azul, mas meus pais disseram que amarelo é melhor…
Os jovens de hoje, que a cada dia estão mais próximos de entrar no mercado de trabalho, podem sentir-se pressionados e indecisos sobre uma das escolhas mais importantes das suas vidas: Qual carreira eu sigo?
Geralmente há influência dos pais sobre as escolhas dos filhos, o que pode gerar dúvidas e frustrações por parte da moçada, fazendo com que o jovem possa “escolher” uma carreira que seu pai considera mais importante, ou mais nobre.
Esse é sem dúvida um dos motivos para existirem atualmente tantos trabalhadores infelizes em suas ocupações, então por mais que nossos pais queiram o melhor para nós, a carreira a ser seguida é uma escolha individual que deve ser respeitada.

Agora que já escolhi minha carreira, qual o próximo passo?
Estamos no âmago da questão, depois de ter se preparado o quanto julga necessário, o jovem parte em busca do seu primeiro emprego. E aí o que teremos são os diferenciais de cada candidato a determinada vaga. Nesse aspecto, o mais esforçado se destaca, como esperado. E então o jovem começa a perceber que está sendo deixado de lado nas seleções e entrevistas, e não conseguindo boas qualificações nos concursos e isso vai desanimando. E por fim descobre que é mais um no meio de uma multidão em busca do emprego.
Mas como eu posso me destacar no meio dessa multidão?!
Realmente uma das maiores cobranças do empregador para o candidato é a EXPERIÊNCIA. Porém, porque cobrar do jovem que acabou de sair da faculdade, curso técnico, colégio… essa experiência toda? Simples: o mercado está mais competitivo e o empregador quer os melhores trabalhando com ele, os mais capazes, os que falam mais idiomas…
Logo, cabe ao candidato se esforçar e buscar seus diferenciais e se capacitar não só com um diploma na parede, mas se “armar” com cursos e nunca parar de progredir.

E nós do E agora José? conversamos com o professor de sociologia e geografia Julio Cezar Corrêa, que falou um pouco com a gente sobre mercado de trabalho, confira:
Diploma não é selo de garantia…
Todos os anos muitos jovens disputam vagas nas faculdades através dos mais diversos vestibulares do país, é o inicio de um sonho. A entrada no curso superior é o começo de uma jornada intelectual para a busca de uma formação profissional, os semestres passam, os acadêmicos apresentam seminários, realizam provas e pronto se transformam em profissionais com selo de garantia. Certo? ERRADO! – a formação continua é uma necessidade, cada profissional deve se atualizar a cada dia. Vivemos em um mundo globalizado onde as mudanças são repentinas e com uma velocidade jamais vista. O mercado de trabalho está cada vez mais exigindo profissionais que tenha criatividade e capacidade de resoluções dos mais diversos problemas. O mundo virtual invadiu o nosso cotidiano e de repente estávamos conectados a rede mundial, com diversos termos novos, tais como: site, blog e e-mail. O modismo dos sites de relacionamento, estão se transformando em uma ferramenta para o empregador na hora de contratar, que tal empregar na sua empresa, um jovem que participa de uma comunidade que diz: ODEIO MEU CHEFE, acompanhada de um foto de um individuo com cara de psicopata e uma faca de cozinha na mão. Quem sabe outra comunidade intitulada de: ODEIO A SEGUNDA FEIRA, com a imagem de um gato preguiçoso em uma cesta de dormir, ou um personagem com cara de ressaca, colocando café no açucareiro. Esse jovem não encontra prazer no trabalho? Não aceita ser subordinado? Serve para a sua empresa?
Quando participo de formaturas sei que entre os formandos existem aqueles que fizeram o curso, deixando passar os dias, as semanas e os semestres, cumprindo suas obrigações básicas, mas sei que entre eles haverão aqueles que além das aulas buscaram mais, foram atrás de estágios, participaram de monitorias, entraram em grupos de discussões e fizeram a diferença, que não estará estampada no diploma, mas irá se manifestar no momento em que esse jovem entrar no mercado de trabalho. Sei que existe um fantasma nos assombrado a cada dia. No mundo há 190 milhões de desempregados, é como se a nossa população inteira do Brasil não tivesse trabalho. Em alguns países o desemprego se manifesta através dos mais diversos fatores: crise econômica, conflitos internos, questões políticas entre outras, é o que chamamos de desemprego conjuntural. Em outros países o desemprego é estrutural, ou seja, a estrutura do emprego mudou, com robótica a automação substitui a mão de obra e a necessidade de qualificação se tornou urgente.
Mas é sempre bom lembrar que muitos jovens ainda nos afazeres acadêmicos já são recrutados por grandes corporações principalmente multinacionais que “caçam” esses cérebros para fazer parte de sua equipe, por vezes oferecendo altos salários. Conheço casos de jovens que foram disputados entre duas ou três empresas. Jovens que com certeza estavam antenados nas mudanças e podem ser considerados os melhores no que fazem.
Em países como o nosso a informalidade é bastante expressiva, como se uma mão invisível, participasse da economia, trazendo prejuízos para o país e principalmente para o exército de mão de obra. Atualmente quase metade dos trabalhadores não têm carteira assinada, portanto além de não colaborar com os impostos que trazem melhoria para a infra estrutura, não possuem garantias nos seus direitos dos trabalhistas, tais como férias, descanso remunerados, licença de saúde entre outros.
Então jovens, vamos buscar nossa qualificação e fazer o diferencial na hora de entrar no tão temido mercado de trabalho, acreditar no potencial e estudar muito é uma dica que não falha nunca.
Abraço
Prof. Julio Cezar Corrêa
Geografia – Sociologia
Em seu raciocínio o prof. Julio deixa bastante claro através de sua experiência de que o trabalhador deve ser como “uma máquina em constante manutenção”, ou seja, em constante aperfeiçoamento e sempre almejando o topo.Terminando então o comentário, concluímos o quão importante é pensar antes das decisões que pretendemos tomar, tendo em vista como serão aproveitadas as oportunidades que virão.
Então moçada, espero que tenham gostado do nosso post e deixem seus comentários, eles são muito importantes para nós.
Comentem também se não tiverem gostado, pois sugestões são sempre bem vindas e nos fazem progredir cada vez mais.
Fiquem agora com esta célebre frase:
“Há dois tipos de pessoas que não interessam à uma boa empresa: as que não fazem o que se manda, e as que só fazem o que se manda.” (Henry Ford)